22 janeiro, 2010

Sobre o tempo, a demora e vontade de escrever.

Decidi que hoje iria escrever; então escrevi.
Pra não falar coisas sem sentidos ou sobre a falta de criativa e ainda sobre o ócio criativo.

Escrevi, sobre assuntos aleatórios desses que agente usa pra puxar papo na fila do banco. Assuntos que nunca morrem e que geram no minimo um sorriso de desagrado.

Qual o problema em divagar sobre a demora na fila do banco ou prever que em São Paulo é melhor ter na mochila do gato Felix, uma blusa, um guarda chuva, um óculos de sol ou aquele artigo de outono que nunca é definido.

Tentei escrever coisas inteligentes, para que os preguiçosos mentais como eu possam não entender e mesmo assim discutir na fila do banco, depois do assunto da fila demorada, o assunto das mudanças e atrocidades climaticas ou antes mesmo do seu consciente começar a gritar: "NÃO DEIXE O ASSUNTO MORRER".

Ia escrever sobre música, sobre cinema, sobre política, sobre literatura, sobre o amor, mas não sei o que é amar, então escrevi sobre a falta do amor, sairam garranchos e mais garranchos tão desinteressantes quantos os assuntos de fila de banco e papos de elevador.

Bom, acho que já escrevi, escrevi sobre tudo e sobre nada, sobre o assunto mais importante dentre os assuntos menos importantes como diria o apresentador televisionado. E eu com essa minha mania de comer palavras, acabei comendo os paragrafos mas meus desabafos vou deixa-los guardados no pedaço de papel, que escondi no fundo da mochila.

2 comentários:

paula disse...

é... talvez o melhor sempre seja escrever tudo sobre o nada absoluto. assim agradamos a quase todos porque os desagradáveis sempre existirão para tornar o mundo mais divertido e a tarefa de viver menos insossa... gostei do texto! beijo

Rick Basso disse...

tudo e nada são vizinhos. amplos iguais...