14 dezembro, 2007

Mais do mesmo

No transito, andando na rua, conversando com os amigos!
“Insigths”! “Insigths”! E mais “Insigths”!

E pronto um texto começa se formar. Palavras, frases soltas, enredo, referências, músicas, sacadas geniais e outras nem tantas. Como queria carregar comigo papel e caneta ou até mesmo um gravador, para que pudesse registrar tantos lampejos, porém nem sempre esse recurso esta disponível e algumas idéias não ganham forma no “word”.

O pior!

No meio do caminho algumas vez surgem pequenas pedras, a tentação e janelas piscantes do msn, o CD rolando ao fundo que leva a alguma lembrança, telefones berrantes e estridentes e até mesmo as crianças serelepes que gritam e gritam em frente de casa.
Muitas vezes a batalha ESCREVER x PREGUIÇA não tem trégua e quando vemos mais um texto que poderia ter ficado bom se foi!

Falta de assunto? Jamais uma cidade como São Paulo nos oferece assuntos a cada esquina. Um casal de namorando no local mais incomum, um filme novo no cinema, brigas familiares, a vida na periferia, a nostalgia da sessão da tarde, as crianças já adultas e até mesmo escrever sobre a falta de assunto.

Contos, crônicas, artigos, resenhas, sinopses, romances, novelas tudo ganha corpo através de silabas, consoantes, metáforas e dedos nem sempre tão rápidos quanto a vontade de escrever. Nesse exato momento me pergunto: Por que afinal estou escrevendo sobre isso? Você não tinha sentado para escrever sobre Rocky, sessão da tarde, nostalgia e cinema; qual a relação?

Incrível como o papel branco nos permite mudar o rumo e se não estiver bom o suficiente aperte o delete, amasse a folha de papel e comece tudo de novo, do novo outra vez!

Viva o papel branco, caneta e as cabeças vazias!

...

Desculpa, mas enquanto a fase pouco criativa não passa velhos poemas já lidos e publicados.

...

PROCURA-SE (esse já tem dona)

Procura-se um amor
simples como um OI; complexo como o PENSAMENTO; intenso como o FOGO; desconexo como DUVIDA.

Exige-se;
enorme FALTA de experiência; imensa VONTADE de dividir; infinita cumplicidade; muitas INSANDICES pensadas

Oferta-se
BEIJOS demorados; MORDIDAS ao pé da orelha; silêncio após o ABRAÇO; MÃOS estendidas contra a luz; CARICIAS nos lábios; SEXO ao telefone; cenas de CIUMES publicas;

Benefícios
duvidas; espera; brigas;
compensações a COMBINAR.
Contatos ...


BRINCAR

Resolvi Brincar de Brincar
Brincando Brinquei com Brincantes
Horas Brilhantes ora Britantes

Brincar de gente grande
Gigante Dançante, que sobe escada Rolante
pra ir trabalhar de Brincar

Brinquedos Vibrantes de cores Gritantes
não deixar eu Brincar
Emocionante Brincates
Brinquedos Gigantes se poem a rodar
os homens Andantes Brincando Constantes
Alegres Brincar

Crianças Pedantes, ora Brilhantes
Horas Brincantes, Versejam versos
Vogaizados agora enraizados
nos
Brinquedos Brincantes que
Brincando alegres de Brincar
Brincaram
Brincaram
até que Enjoaram
dos versos Silabicos Brincados
viraram Brinquedos de gente que pensa que é grande
porque anda de escada rolante
mas só querem
BRINCAR DE BRINCAR

5 comentários:

Du disse...

Adorei esse post, e você nem pode falar em falta de inspiração, moço! Às vezes eu também gostaria de ter papel e caneta à mão...Tem horas que tenho quase um poema inteiro pronto na mente, dependendo do que vejo, mas aí como não tenho como anotar, vai tudo pro saco como diria o Capitão Nascimento! Amei os poemas, são lindos!

Que você tenha um ótimo final de semana, estarei por aqui!
Beijos

Du disse...

Passei pra deixar um beijo! (Acho que vc vai gostar da música que tá tocando no Norte hoje!)

Du disse...

Que você tenha uma ótima semana!

Du disse...

Seria muito bom!
Beijos querido!

sooz disse...

como eu queria não perder o que quero escrever!!!
e são paulo é tudo!