05 novembro, 2009

silêncio

Gosto do silêncio, ensurdecedor, do barulhinho estranho das maquinas ociosas e dos estralhos dos movéis da casa. Gosto de brigar com meus pensamentos e ter o prazer da retórica muda

Gosto do som da rua, longe, se misturando com os tic tacs dos relógios. Imagino o tempo passando lento, quase parando. É carro acelardo, criança gritando, passaro e cachorros, tudo unissono. É o silêncio que não existe, que nem gosto de água ou cheiro de saudade.

Gosto do meu sorriso quando estou imerso na contemplação do silêncio, enfim, você não deve entender, mas, adoro o meu silêncio.

02 novembro, 2009

sem titulo

Vejo,

embora não pudesse ver
a angústia
de um coração que não sabe amar.

Sinto,

o desejo racional da partilha,
a irascivel e constante carência

Finjo,
e continuarei,
quem sabe uma hora
aprendo