31 julho, 2008

Música, música.

Para ler ouvindo: Para Luzir o Dia - Nando Reis


Música, Música


Música pra bebe,
música pra come,
música pra animar o dia,
música pra embalar o sonho,
música, música

Timbre pra vibrar,
acorde de tocar,
som, ruído, melodia
Texto, letra, poesia
silêncio, acorde, sinfonia
palavra, verso, metonímia
Larara, larara, larara la la

Música pra ama,
música de lembra,
música pra canta música,
O desafinado, desafina,
empolgado fecha os olhos
batuqueiro toca o ar.
Larara, larara, larara la la

música, música,
música, música.



(Vamos a histórinha: Sabe aquele dias que você fica com algo fixo na cabeça e enquanto não o executa, ele não te deixa a dar um passo adiante, pois é, foi assim que escrevi as rimas acima, a caminho do trabalho me equilibrando no ônibus e como larara na cabeça, mas não estranhe se tiver a impressão de já ter vistou, ouvido algo parecido em outro lugar, tomei de assalto a música Para Luzir o Dia do Nando Reis pra direcionar as sentenças e a melodia enquanto os "come, bebe, vibrar, tocar" ecoavam incessantes . Estou naquela fase em que: nada que escrevo me agrada, que tudo parece igual, repetitivo então enquanto não esgotar as idéias cliches e não beber em novas fontes fico nessa redundância.)

03 julho, 2008

Fala amor;

Para ler ouvindo ouvindo: Conversa de botas batidas

Ac:. Amor (em mãos)



Oi amor, tudo bem?

Tem um tempo que te escrevi e como disse na carta anterior corria o sério risco que minhas palavras não fizesse sentido algum em um futuro próximo, pois bem, cá estou e como fui um tanto mal criado resolvi escrever para contar as novas novidades.

O primeiro ponto foi que desisti de desistir de você.
Estava com o orgulho ferido (confesso), tinha ainda algumas ranhuras latentes pulsando e causando certa dor. Admito estava desiludido, enfim, chega um determinado momento que uma série de erros e desencontros faz com que fiquemos descrentes contigo.

Passado esse período, de comum acordo com outros amigos seus e encorajados por eles me permitir tentar mais uma vez, juro meu medo e covardia (aquele que relatei) continuam presentes, mas mesmo assim decidi encará-los e no momento em que baixei a guarda fui pego de surpresa por um colega seu que desconhecia.

Ta, ta, ta; sei muita sentimentalidade, mais do que isso, muita enrolação para contar a tal novidade, mas o suspense é a alma do negócio (vende livros, lota cinemas, e causa comoção no final de novelas) então, quando menos esperava e por uma traquinagem fui obrigado a confrontar-me novamente contigo.

Não, não, não; engana-se e pode tirar esse ar de já sabia do rosto, desta vez é diferente, acho que diferente não seria a palavra correta, desta vez é completamente normal, como assim normal? Normal ué!!!

Tudo bem admito fui precipitado, um tanto inconseqüente pra ser bem sincero, mas agora estou começando a deixar envolver por ti. Mas como disse agora é diferente é calmo, tranqüilo sem aquela “céguisse” da paixão ou a surdez dos pensamentos. Fiz o caminho inverso dos meus passos anteriores desisti das princesas, nada de sapatinhos de cristal, despertar adormecidos ou provas com ervilhas e colchões, estou me envolvendo as poucos, deixando os sentimentos crescerem por si só.

Agora meu medo é outro!



(continua)
Carta anterior: Desisti de você