11 junho, 2008

Será mesmo algo em extinção?

Caro amigo,

(um minuto da sua atenção por favor. Mas não um minuto dedicado a leitura e sim dedicado a reflexão, posto isso. Comecemos.)

A muito me preocupo com a extinção que assola o povo paulistano e torço para que apena seja o povo dessa megalópole perdida entre tic tacs, metros e sua imensidão de concreto que tenta desbravar o céu.

Não é novidade mas vivemos na era informação, era da comunicação, da troca de idéias, debates, propagação do conhecimento e tudo isso graças aos maravilhosos avanços tecnológicos. É inconcebível pensar em uma sociedade sem a grande rede ou que não sofra influência dos meios de comunicação.
"Já discutiamos nas aulas de contemporeaneidades: Se não irradiado, uma
árvore cairia na floresta?"
Tente imaginar sua vida sem o chuveiro elétrico, sem o e-mail ou sem as regalias da vida pós moderna!
Mas não é da individualização causada por esses avanços que me aflige. Fones de ouvido, sites de relacionamento, videos games portáteis ou não, salas de bate papo, que cada vez mais nos empurram o homem para o EU. O EU em primeiro plano, o EU como foco, centro, o único em um universo de milhares.
É justamente esse Eu e suas implicações narcisistas que acredito que esteja provocando o extermínio que citei acima, e que revelo na próxima linha.

O extermínio da Educação

E não digo educação no sentido macro da palavra que poderia envolver, formação, escola, cidadania, conhecimento... (não que tudo não esteja relacionado)

Digo o extermínio da boa educação, da cortesia, do sorriso, do abraço amistoso, do bate papo descompromissado que não pede nada em troca. Cito aquela boa educação presente no por favor, no posso ajudar, com licença, naquele bom dia simpático e acompanhado de um belo sorriso, do elogio, no falar baixo, calmo, pausado que abre espaço para a interação, retórica e enriquecimento do saber cotidiano, do causo contado para o ilustre desconhecido, no ceder a vez quando for necessario, no pedir e aceitar de desculpas ou até mesmo no ola gratuito dito ao estranho na rua.

Capitalismo? Tempos modernos? Não compreendo o que essas coisas (que já me foram dadas de desculpas) impediram o agir da boa educação.
Prolongaria os exemplos de mal ou boa educação por linhas a fio, mas deixo apenas a pergunta:

Onde está a boa educação?
Será mesmo algo em extinção?

Me confesso cansado, mas minha luta diaria para que ela não morra continua, embora esteja cada vez mais difícil peço a sua ajuda e o convido a tornar-se um agente multiplicador da boa educação no seu ambiente.



Obrigado,
Rogério Ferreira