10 dezembro, 2008

"Do I disappoint you"

Do I disappoint you?
Rufus Wainwright


Do I disappoint you, in just being human?
And not one of the elements, that you can light your cigar on
Why does it always have to be fire?
Why does it always have to be brimstone?
Desire
Cool this body down


Do I disappoint you, in just being lonely?
And not one of the elements that you can call your one and only
Why does it always have to be water?
Why does it always have to be holy wine?
Destruction
Of all mankind


And do I disappoint you?
Do I disappoint you in just being like you?
Tired of being the reason the road has a shoulder
And it could be argued, why they all return to the order
Why does it always have to be chaos?
Why does it always have to be wanderlust?
Sensational
I'm gonna smash your bloody skull.'
Cause, baby, no, you can't see inside
No, baby, no, you can't see my soul


Do I disappoint you?
Do I disappoint you?

___
___
Conheci o Rufus através do Ton e de lá pra cá tenho sido companheiro (Rufus) para dias tristes, alegres. Porém mais tristes do que alegres. Incrivel o poder da música. Com meu inglês porco consigo entender quase sempre fragmentos das músicas, mas algumas falam, mais pelo ritmo, melodia, empostação, do que a tradução poderia trazer. Nesse momento a música acima fala muito a mim, por conta das ultimas vivências amorosas. Não sou muito bom com sentimentos e minha a vida amorosa quase nunca passou de morna. Mas talvez o medo esteja no titulo na música ou ainda em alguns fragmentos perdidos! "Do I disappoint you, in just being lonely?"

03 dezembro, 2008

Madame V

(pra quem tiver paciência em ler ou re-ler, sexo escrito)

As aventuras amorosas de Mr R

Madame V.

Ela permanecia em silêncio, observava cada detalhe do quarto, aproximou-se de um maço de rosas e tentou sentir da flor pouco perfumada, em seguida um gole curto na taça de vinho, eu a observava e sem trocar uma só palavra lhe ofereci uma rosa branca, ela a aceitou, segurei sua mão e a puxei fazendo seu corpo vir ao meu encontro, deslizei as costas da minha mão por sua face e a beijei demoradamente, meu impulso por sexo deu lugar a uma calma que jamais sonhara ter. O beijo foi lento, minha língua queria desbravar cada pedacinho daquela boca, enquanto uma das minhas mãos estava no centro das suas costas a outra percorria delicadamente seu rosto, ela brincava com seus lábios, contornava sua orelha, podia sentir as pulsações de V, o arrepio que corria seus braços, aquela mulher forte e decidida do ultimo encontro agora estava indefesa, insegura, relutante em meus braços. O beijo foi ganhando força, agora sentia suas mãos apertarem minha cintura e aos poucos ela relaxar, era a vez da sua boca descobrir a minha, parecíamos apenas um naquele momento. Minha excitação era visível e a julgar pela sua respiração ofegante ela também me desejava, rodei os calcanhares e a passos largos a conduzi até a cama, ela se deixou cair e eu deitei por cima dela sem por um momento desviar meu olhar do seu, ela se ajeitou na cabeceira e repousou a cabeça sobre as almofadas, a olhei intensamente por minutos, quase não acreditando que ela estava ali, meus olhos diziam a ela essa tarde você será minha, a beijei intensamente, minha boca agora procurava descobrir outras partes do seu corpo, beijos leves contornava seu pescoço até chegar à orelha, mordi a ponta com força e soprei lento no seu ouvido, minha língua agora fazia o caminho inverso até seu queixo.Entre beijos e mordidas fui deslizando a parte inferior dos meus lábios por seu colo, minhas mãos já escorregavam por suas pernas, subindo pela parte interna de suas coxas, fui sentindo sua respiração ficar cada vez mais rápida, a cada centímetro percorrido subia seu vestido. Pude sentir seu corpo estremecer e ela contrair as pernas tentando camuflar a excitação, minha mão alcançou sua vagina, aquele monte de roupas já nos atrapalhavam e controlavam nossos movimentos.

Sentei na cama, ela se levantou e me beijou, suas mãos apertavam forte meus braços, um a um ela desabotou os botões da minha camisa, para cada casa aberta recebia um beijo na área desnuda, os arrepios subiam cada vez mais forte pela espinha, vi minha camisa ser atirada para um canto do quarto, ela me olhou sorriu e me empurrou com tudo na cama. Deitado senti sua língua correr meus peitos, minha barriga, meu púbis, a olhei e ela retribuiu o olhar, mas com uma cara de safada que me fez quase chegar ao orgasmo. Seus dedos passeavam pela minha boca, meu corpo tremia a cada beijo, ela desabotou minha calça e começou a retira-la, minha cueca foi a próxima a voar pelo quarto. V começou beijando minha canela, subindo pelo joelho, ela apertava meus peitos enquanto subia pelas minhas coxas. Como se não esperasse, fechei os olhos e senti sua boca encontrar meu pênis, meu corpo já se contorcia, tentava respirar fundo e pausado, mas fui traído mais uma vez, a respiração ficava cada mais intensa, mais rápida, mais ruidosa, sentia sua língua molhada engolir minha glande, não pensava, não conseguia pensar, a música virou zumbido em meu ouvido, um frio percorria minha barriga, meus pés formigavam, meu coração está cada vez mais descompassado, explodiria a qualquer momento. Ela me olhava todo mole a sua frente e ria maldosamente. Sua boca subindo e descendo, sua língua agarrada ao meu pênis, a sucção cada vez mais intensa, eu latejando dentro da sua boca, a respiração ofegante, o prazer latente, o ar faltando, o corpo se contorcendo e ela me beijando ininterruptamente. Já não agüentava mais afastei violentamente sua boca de mim e a puxei. A beijei com tamanha violência que quase lhe faltou o ar, ouvia seus suspiros, ofegante, quente, suada, imersa, entregue, amante, mulher.

Agora seria minha vez de retribuir o carinho, mais uma vez sentados na cama baixei o zíper do seu vestido e sem nenhuma dificuldade a despi, por baixo do vestido apenas uma lingerie branca, pequena, rendada. Sua pele branca, lisa, macia, do umbigo desciam pequenos pelos loiros até a vagina. Os bicos dos peitos rosados, grandes, duros denunciavam a excitação. Poderia admirá-la por dias, assim nua em pêlo na minha frente.

A deitei de bruço, afastei seu cabelo e como um vampiro ataquei seu pescoço fazendo seu corpo se torcer forte para o alto se soltando relaxado em cima da cama, a cada beijo em sua nuca ouvia seu suspiro abafado. Lentamente e porque não dizer maldosamente fui soprando sua coluna até chegar em suas nádegas, a palma da minha mão pressionava suas costas tentando descer e acompanhar minha boca, mordia sua bunda, apertava suas costelas, beijava suas coxas, lambia suas costas, deixava o peso do meu corpo sobre suas pernas, soprava lento no seu ouvido, mordia sua orelha, mordia suas costas, mordia as batatas da sua perna, minha língua percorria de cima a baixo seu corpo. O destino proibido lá estava uma das minhas mãos tentando romper a barreira da calcinha que ainda estava em seu corpo, eu alisava sua vagina por cima da calcinha e sentia meu corpo se contorcer em minhas mãos, ela já estava molhada e o cheiro de sexo anunciado começa a se misturar com o quarto. Com um dedo de cada lado de sua cintura fui retirando a lingerie a te não mais cobrir suas vergonhas, sem cerimônias meus dedos foram diretos até sua vagina quente, úmida, apertada, V afastou as pernas e se abriu para me receber, mas estava disposto a brincar um pouco mais.

Meu dedo já inteiro dentro da sua vagina sentiam a pressão de uma mulher louca pelo sexo. Eles entravam e saiam com força cada vez mais rápidos, mais molhados, mais quentes, podia sentir cada veia, cadê pedacinho do seu corpo em minhas digitais, ela já estava entregue ao prazer, suspirava fundo, respirava cada vez mais ofegante, clamava pela minha mão.

Não pensei muito a virei abri suas pernas seria sua vez de ser chupada. Minha língua desbravaria lábios, grandes lábios, clitóris, sentiria o gosto salgado de V a cada nova parte que ela chegasse. Freneticamente pressionava seus lábios, invadia sua vagina, beijava seu clitóris, subia, descia, circulava, pressionava, escorria, mordia, chupava se misturava a um turbilhão de sensações, sentia seu corpo se entregar ao prazer, suas mãos entrelaçadas as minhas, suas costas cada vez mais inclinada, suas coxas pressionando minha cabeça, seus gemidos saltando desesperado pela boca ora confundidos com sussurros, gritos mudos, respiração forte e minha boca ali brincando maldosamente. Ela explodia a cada segundo, denunciava o coito, apertava mais minha cabeça ao encontro dela, minha língua estava ali disposta a descobrir cada centímetro daquela mulher.

Subi rapidamente ao encontro de sua boa, a beijei longamente, seu suor já se misturava ao meu, introduzi meu pênis e ouvi um gemido forte, ela me abraçou, um suspiro lento saltou de seus lábios, agora éramos um só corpo, suas mãos apertavam minhas costas, sentia suas unhas abrirem sulcos até chegarem a minha bunda, com força ela a apertou, um misto de prazer e dor me invadiu a face rasgado pelo meu sorriso sacana que cadenciaria nossa primeira tarde de amor.

Lentamente meu pênis entrava e saia, sentia sua vagina se contorcer o chamando, o cheiro de sexo era cada vez mais forte, ácido, junto com as velas queimadas e flores que enfeitavam o quarto. A preenchia a cada nova estocada, fui ganhando ritmo e velocidade a cada novo movimento, por vezes parava e a beijava, em seus olhos podia sentir o prazer, não nos falávamos, qualquer palavra seria impronunciável, cada vez mais rápido via seu rosto ganhar contornos de prazer, suávamos, nossos corpos colados ganhavam força, se perdiam em gemidos contidos, abafados, gritados no ouvido, ela apertava cada vez mais sua vagina contra o meu púbis, puxava seu corpo ao meu encontro, contorcia a barriga e eu ali em cima dela concentrado em receber prazer, naquele vai e vem, entre e sai, frenético loco, impensado por dois adúlteros entregues imersos ao sexo.

As forças começaram a me faltar, a visão ficava cada vez mais turva, novamente o zumbido tomava conta do meu ouvido, dessa vez com mais força não só o ouvia podia sentir vibrar, meu corpo formigava, teve inicio nos pés e subia rapidamente. A cada momento metia nela com mais força e com mais força, mais rápido, a sentia estremecer junto comigo, sua vagina cada vez mais relaxada, mais quente, mais úmida, sua respiração quase faltante, o formigamento subindo, coração na boca, boca seca, olhos fechados, lábios entre mordidos, cerrados, mãos suando, braços fracos, ouvindo vibrando, respiração rápida, curta, desconexão entre pensamentos e ações e cada vez mais rápido, ela me pressionando contra seu corpo, atos falhos, respiração acelerada, gemidos altos no ouvido, meu pênis entrando e saindo, dela deitada entregue, me olhando, e eu mais forte, mais torto, tentando resistir, gemidos, ouvidos zumbindo, mão inchada, barriga expandindo e contraindo, cabeça rodando, respiração forte, metia, metia, força, rápido, metia, penumbras, gemidos mais altos, quase gritos, ela tentando me beijar, eu mais forte dentro dela, ela me puxando, mais rápido, ela me beijando, eu mais mole, ela apertando suas pernas nas minhas costas, mais forte, forte, forte, forte, forte, respiração falhando, olhos não querendo abrir, ela sussurrando baixinho vem, vem, vem, vem, vem e eu dentro dela, mais forte, mais rápido, mais, mais, formigamento, barriga, velas, flores, mais rápido, rápido, apito, falta me o ar, me unhava, mais rápido, me beijava, mais rápido, corpo mole, mais rápido, mais, mais, rápido, rápido, rápido, rapid, rápido, rápd, rádo, ráp´, rápido, rá, rá.

O grito do orgasmo rasgou o quarto, meus ouvidos fecharam, meu gozo explodiu dentro dela, as forças me faltaram, o formigamento tomou conta do corpo, não tinha controle nenhum sobre mim, respirava, gemia, gemia mais que respirava, meu corpo vibrava, meus olhos não abriam, pernas moles, suor, desabei em cima dela, colado ao seu corpo ainda quente fui respirando devagar, tentando recobrar os sentidos, gemia longo, grosso, respirava, zumbia, formigava, tato, sentidos, olfato, excitação, sexo, audição, suor, paladar, orgasmo, visão, corpos, sentidos, suor, velas, vinho, tangos, orgasmo, sexo, ofegante, rápido, forças, sons, inexprimíveis, amantes, adúlteros, homem, mulher, os dois entregues ali corpos nus estafados deitados sobre o outro.
a continuação em:

28 novembro, 2008

...

Desculpa-me as poucas linhas e as palavras sem sentindo. Desculpa escrever em um local onde tenho certeza que você não vai ler talvez essa seja a forma que encontrei de ficar em paz comigo mesmo. Não sou um rapaz tão mal como possa estar imaginando, talvez não me empenhei como deveria e mesmo de um jeito torto eu quis que desse certo, mas não consegui. Desculpa a dor que estou lhe causando, o vazio que deixei a descrença que posso vir a gerar. Espero que um dia entenda que foi melhor assim.
Aconteceu
Mauro Motoki - Ludov

Estrelei um papel que não era meu
na sua vida
Não tive talento
Fui desatento
Não decorei sua cor preferida
Não tive saída
Aconteceu

E num palco vazio você me deixo"eu te deixei"
a luz se apagou
Não li o roteiro
se o mundo inteiro
pudesse aplaudir a cena que eu inventei pra nós dois
Mas não tenho escolha

Agora adeus, adeus
Não tenho escolha
Adeus (eu peço desculpas)
Adeus
http://www.youtube.com/watch?v=NoVuacUHyO8

24 novembro, 2008

Lista das botas!

Lista das botas;

Pois bem, recebi da Kellen do Já viu um meme.
Que funciona assim: Tenho que relacionar 8 coisas que você sonho fazer antes de partir dessa pra melhor (ou não).

Entoce vamose embora!

1 - Conhecer a A.C
2 - Fazer uma turnê como pop star (com direito a sexo, drogas e rock and roll)
3 - Pisar na lua (antes do camera)
4 - Voar de Asa delta, para-quedas, balão.
5 - Assistir um fla-flu no Maracá (final de campeonato de preferencia)
6 - Conhecer o oriente (China, Japão, Taylândia, India)
7 - Ter uma cozinha incrivel. (pra cozinhar nos domingos pros amigos)
8 - Encontrar um chinelo veio pro meu pé cansado (to carente pow, cansei das tentativas)

(tem as básicas: escrever um livro, ter um filho, plantar uma arvore, paz mundial. As que envolvem sexo preferi não citar)


1. A.C Meu amor platonico correspondido porém não concretizado e que passados quase 10 anos ainda não a conheci a fulana.

3. Minha teoria é a seguinte, o primeiro homem a pisar na lua foi o camera man - Uma vez que a transmissão foi ao vivo, alguem teve que preparar o equipamento, fazer o enquadramento, ajustar a luz, o foco, ver os niveis de áudio, pedestal, matiz, saturação e por ai vai. Até hoje ninguem creditou o coitado do camera man!

7. Eu cozinho mal pra burro mas adoro cozinhar e principalmente comer com os amigos.


Seguindo o meme e nas palavras da Kellen "E como todo meme que se preza tem suas regras:"

- Fazer lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir pro beleléu;
- Convidar 8 blogs de amigos para responder também;
- Comentar no blog de quem nos convidou;
- Avisar os blogs convidados, "da convocação"
- Mencionar as regras.

Os convidados são:
Laine do Private Joke
Maria do Vida Pública

bom, não vou ter 8 pessoas pra enviar o meme, mas quase cheguei lá! Quem quiser responder, fique a vontade!
PUTZ; lembrei de um desejo mega blaster power!


9
- Assistir um show do Jackson 5 - Com o Michael Jackson nos vocais. (a rumores que eles voltem em 2009)

19 novembro, 2008

Galucucu

Para ler ouvindo: Quelqu'un m'a dit - Carla Bruni

Galucucu

Galucucu;
Canta o galo pra espreguiçar o dia.

Calmo, o sol boceja (Ôôôôôôôôô) pintando o céu de laranja.

A dona Lua decide ir deitar, mas só um pouquinho.
Logo, logo ela volta produzida para brilhar e avisa:
- Cuidado para não cair
Suas silenciosas admiradoras ouvem tudinho com atenção.
Ah estrelinhas, estrelinhas pensa a dona Lua.

As arvorerizinhas bailam junto com o forte vento,
que de tanto soprar quer cantar como os grilos e percevejos.
Que por sua vez já estão zangados com o Sr. galo.
- Quem foi que mandou você acordar o sol!
Mas que cara mais sem graça esbravejam a torto e direito.

Sem saber o que se passa o vagalume continua zanzando pra lá e pra cá.
- Vocês que são gente grande que se entendam.
- Eu só quero continuar aproveitando a festa.

Galucucu;
É hora de acordar moçada.
- Eu sou o acordador do dia e quem não gostou, que não goste.
- Ah senhor galo mais 5 minutos!







(Vasculhando o celular essa madrugada, eis que encontro esse texto perdido. Que surpresa boa. Encontrá-lo trouxe algumas boas lembranças, a principal um amanhecer alaranjado e vontade de voltar a ser pequenino, não me preocupar com dinheiro muito menos com o futuro; Só agora eu começo a entender o que minha dizia: Bom é ser criança. A música que escolhi nem tenho idéia sobre o que mocinha canta, mas gosto dela e não me canso de ouvir. Pensei em procurar a tradução, mas fico com medo, sempre essas traduções frustam as expectativas. Pois é, é isso, mais um ano se acabando, mais um aniversário próximo e eu querendo a voltar e ser criança. Acho que vou gravar (com a minha voz de locutor de AM que a galera diz que tenho) o texto e disponibiliza-lo aqui, isso me lembra disquinho colorido! Eu tinha e vários) Toda vez que leio o texto tenho a certeza que ele esta incompleto, com certeza ele renderia uns bons e ótimos paragrafos, mas as lembranças causadas foram tão boas, que quis preserva-las assim como o texto. Pois o caderno azul teve suas paginas todas preenchidas e fiquei meio de saco cheio de andar por ai carregando-o pra cima e pra baixo, engraçado era a cara de surpresa ou curiosidade alheia toda vez que eu sacava ele e começa a escrever) Viva a tecnologia

Dedicado a Miss V

30 outubro, 2008

A cidade que tinha medo de chuva

Para ler ouvindo: Oh chuva - Fala mansa


A cidade que tinha medo de chuva.


Orgulhosa do jeito que era São Paulo tinha vergonha de admitir um dos seus maiores medos. Nem adianta pergunta pra ela qual é, que com toda certeza e voz de deboche ela vai te afirmar que não tem medo de nada.

Ou quase nada!

Mas basta as nuvens pretas cobrirem os céu, o vento forte agitar a copa das árvores, o clarão branco do raio abrir passagem para o poderoso do trovão e a primeira gota d’água tocar o solo, para suas pernas tremerem e a vontade de correr para o quarto da mãe em busca de abrigo tomar conta do seu corpo todinho.

Ah, São Paulo, qual o problema em admitir seu medo?
Você não é a única que tem medo de chuva!

Mas não, é claro. Ela nunca admitiria que tem medo, ainda mais para seus irmãos ou quem quisesse saber.

Sim afirmava o Acre:
- São Paulo tem medo da chuva.

Era possível ver a cara de irritação da Sampa toda vez que aquela voz-zinha estridente e aguda cantarolava a frase:
- São Paulo tem medo de chuva,
- São Paulo tem medo de chuva.
- São Paulo tem medo de chuva.

Mas irritada ficava mesmo quando via o corro engrossar.
Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá todos adoravam caçoar de São Paulo.

No fundo, no fundo ela sabia que tinha medo, mas justo ela que andava com o peito estufado e orgulhava-se dos generosos adjetivos que sempre recebia:
- Sou a locomotiva desse país!
- A terceira maior cidade do mundo!
- A metrópole que não dorme!

Ela não, São Paulo nunca admitira seus medos, ainda mais esse que para ela parecia bem bobo. Deixa, deixa dava os ombros para os irmãos maldosos, todos me querem, recebo um montão de gente que não que não quer ficar com vocês, eles vem até mim e me pedem acolhida, vê se isso acontece com vocês. Nem ligo! E outra como posso ter medo de chuva se sou a terra da garoa. Garoa é uma chuva fraca, ta. Eu adoro chuva!

O Rio, Minas, Paraná, Rio Grande formavam a turma do deixa disso, preferiam não zuar os medos da irmãzinha. Tinha ainda aqueles que oram zuavam, oras não deixavam os outros zuar. Coisas de irmão, ainda mais numa família tão numerosa.

A grande verdade é que São Paulo tinha medo sim, mas isso era decorrência de alguns constantes traumas. Qual outra cidade enfrentava 4 estações em único dia. Só em São Paulo. Coitadinha

Sem falar nas avassaladoras enchentes que vinham avassaladoras e seus rastros de destruição. Tristezinha, São Paulo via sofás e mais sofás empilhados de um canto a outro na rua, isso sem falar nos eletrodomésticos, colchãos, móveis, roupas sujas.

Quando a primeira gota se espatifava contra o asfalto ela sentia calafrios ao imaginar os quilométricos congestionamentos. Era um mar de carros com luzes vermelhas e brancas todos enfileirados que não paravam de reclamar ao som dos pára-brisas.

- Shi! São Paulo, lá vem chuva!
E ela pensava o grande Gaia o que eu fiz pra merecer tudo isso!

Scrabum!

E o medo lhe fazia correr arrepios pelas pernas, o sorriso sem graça ia tomando conta do rosto, as mãos frias, o olhar longe no céu, o suor teimando em descer pela testa, os joelhos tremendo uns contra os outros.

Scrabum!

E pulava a pobrezinha para o lado e agarrava quem estivesse por perto!

- São Paulo tem medo de chuva
- São Paulo tem medo de chuva!
- Tenho não!
- São Paulo tem medo de chuva!
- Num tenho!

Scrabum!

- Aaaaaaaaaah!
- São Paulo tem medo de chuva!
- Ta bom!
- São Paulo tem medo de chuva!
- Tá, eu tenho, eu tenho.
- Hã!?
- Não tenho, eu disse eu não tenho!

É São Paulo, você pode não admitir, espalhar por ai que és bela, és forte, impávida, colosso que nós aqui vamos continuar fingindo que acreditamos que você não tem medo da chuva.

11 setembro, 2008

Caminhar

Para ler ouvindo: Play that Funky Music - Wild Cherry



Caminhar...


Andou em companhia do fone de ouvido permitindo-se a solidão. O sorriso leve denunciava a felizcidade de caminhar sem destino mais uma vez. Olhos vidrados nos rostos alheios o convidava para um monte de histórias inexploradas e que brotavam a cada nova piscada. A guitarra imaginaria as vezes era interrompida pelos solos frenéticos de bateria. Dividir o cinza concreto não o preocupava muito, muito menos acompanhar os tic tacs do relógios de pulso ou tentar decidir qual seria enfim o caminho.

Tinha a brisa leve formando uma lágrima no canto dos olhos, a tarde azul alaranjada atrapalhava os pensamentos que queriam ser concluídos. Era possível ouvir eles discutindo para chamar mais atenção do que o outro.

Olá dizia vez ou outra para desconhecidos na rua, careta dava para crianças com cara de arteira, "ni tis tis tis" para os cachorros que surgiam pelo caminho, talvez a respiração forte e línguas pra fora fosse a melhor companhia.

O Tênis, assim como, a bermuda estavam extremamente confortáveis, peito nu, bocejos de preguiça chamavam a atenção dos apressados e de vez em quando de algumas garotas também. Estufava o peito, o sorriso de garanhão cobria mais um refrão que era cantando quase audível. Como era gostosa essa sensação de respirar fundo e sentir o ar inflar o pulmão, ver ao longe nuvens ganhando vida e se entregar aos passos de uma caminhada tranqüila.


- Av dos Metalurgicos - (Praça sem nome)
Cid. Tiradentes SP - Brasil
Foto: Rogério Ferreira
Disponível em:

02 setembro, 2008

tempo mano velho!

para ler ouvindo a música Sobre o tempo - Pato Fú:

Tempo, tempo, tempo mano velho



Não quero dar explicações, vamos a lista!
Que em 2009 eu:
  1. Inicie e termine o curso de Design gráfico;
  2. Inicie um curso de fotografia porreta;
  3. Consiga um emprego batuta e estavel;
  4. Tire a bendita carteira de habilitação (e perca o medo do volante);
  5. Feche pelo menos 3 capitulos do Aventuras amorosas de Mr R;
  6. Compre uma moto ou um carro (nem que seje usado);
  7. Guarde dinheiro suficiente para uma viagem;
  8. Viaje pela América do Sul (somente com a mochila);
  9. Vá morar sozinho (esse não tem muita urgência);
  10. Passar mais tempo com meus amigos;
  11. Tenha um objetivo muito claro (para minha pobre vida);
  12. Grave 2 curtas metragens;
  13. Vença as cordas do violão e solte alguns acordes;
  14. Não tenha vontade de fazer outra tatuagem (em breve coloco a foto da segunda);
  15. Dê continuidade ao Karatê;
  16. Faça a tão programada festa de aniversário da minha vozinha (fodam-se os tios malas);
  17. Faça a tão programada Serenata no dia das mães (se preparem pq eu vou cantar);
  18. Some mais momentos felizes que tristes;
  19. Tome coragem pra pular de Asa Delta;
  20. Vá no Kart, Paint Ball, fazer trilha, (e outras aventuras radicais);
  21. Consiga escrever uma música;
  22. Encontre a bendita a A.C (só pra trocar um abraço e não morrer frustado);
  23. Eu plante mais de uma árvore;

Ta certo, alguns eu posso realizar ainda este ano.
(talvez acrescente mais coisas até o fim do ano)

Dedicado ao Brigo!
http://marciobrigo.blogspot.com/

31 julho, 2008

Música, música.

Para ler ouvindo: Para Luzir o Dia - Nando Reis


Música, Música


Música pra bebe,
música pra come,
música pra animar o dia,
música pra embalar o sonho,
música, música

Timbre pra vibrar,
acorde de tocar,
som, ruído, melodia
Texto, letra, poesia
silêncio, acorde, sinfonia
palavra, verso, metonímia
Larara, larara, larara la la

Música pra ama,
música de lembra,
música pra canta música,
O desafinado, desafina,
empolgado fecha os olhos
batuqueiro toca o ar.
Larara, larara, larara la la

música, música,
música, música.



(Vamos a histórinha: Sabe aquele dias que você fica com algo fixo na cabeça e enquanto não o executa, ele não te deixa a dar um passo adiante, pois é, foi assim que escrevi as rimas acima, a caminho do trabalho me equilibrando no ônibus e como larara na cabeça, mas não estranhe se tiver a impressão de já ter vistou, ouvido algo parecido em outro lugar, tomei de assalto a música Para Luzir o Dia do Nando Reis pra direcionar as sentenças e a melodia enquanto os "come, bebe, vibrar, tocar" ecoavam incessantes . Estou naquela fase em que: nada que escrevo me agrada, que tudo parece igual, repetitivo então enquanto não esgotar as idéias cliches e não beber em novas fontes fico nessa redundância.)

03 julho, 2008

Fala amor;

Para ler ouvindo ouvindo: Conversa de botas batidas

Ac:. Amor (em mãos)



Oi amor, tudo bem?

Tem um tempo que te escrevi e como disse na carta anterior corria o sério risco que minhas palavras não fizesse sentido algum em um futuro próximo, pois bem, cá estou e como fui um tanto mal criado resolvi escrever para contar as novas novidades.

O primeiro ponto foi que desisti de desistir de você.
Estava com o orgulho ferido (confesso), tinha ainda algumas ranhuras latentes pulsando e causando certa dor. Admito estava desiludido, enfim, chega um determinado momento que uma série de erros e desencontros faz com que fiquemos descrentes contigo.

Passado esse período, de comum acordo com outros amigos seus e encorajados por eles me permitir tentar mais uma vez, juro meu medo e covardia (aquele que relatei) continuam presentes, mas mesmo assim decidi encará-los e no momento em que baixei a guarda fui pego de surpresa por um colega seu que desconhecia.

Ta, ta, ta; sei muita sentimentalidade, mais do que isso, muita enrolação para contar a tal novidade, mas o suspense é a alma do negócio (vende livros, lota cinemas, e causa comoção no final de novelas) então, quando menos esperava e por uma traquinagem fui obrigado a confrontar-me novamente contigo.

Não, não, não; engana-se e pode tirar esse ar de já sabia do rosto, desta vez é diferente, acho que diferente não seria a palavra correta, desta vez é completamente normal, como assim normal? Normal ué!!!

Tudo bem admito fui precipitado, um tanto inconseqüente pra ser bem sincero, mas agora estou começando a deixar envolver por ti. Mas como disse agora é diferente é calmo, tranqüilo sem aquela “céguisse” da paixão ou a surdez dos pensamentos. Fiz o caminho inverso dos meus passos anteriores desisti das princesas, nada de sapatinhos de cristal, despertar adormecidos ou provas com ervilhas e colchões, estou me envolvendo as poucos, deixando os sentimentos crescerem por si só.

Agora meu medo é outro!



(continua)
Carta anterior: Desisti de você

11 junho, 2008

Será mesmo algo em extinção?

Caro amigo,

(um minuto da sua atenção por favor. Mas não um minuto dedicado a leitura e sim dedicado a reflexão, posto isso. Comecemos.)

A muito me preocupo com a extinção que assola o povo paulistano e torço para que apena seja o povo dessa megalópole perdida entre tic tacs, metros e sua imensidão de concreto que tenta desbravar o céu.

Não é novidade mas vivemos na era informação, era da comunicação, da troca de idéias, debates, propagação do conhecimento e tudo isso graças aos maravilhosos avanços tecnológicos. É inconcebível pensar em uma sociedade sem a grande rede ou que não sofra influência dos meios de comunicação.
"Já discutiamos nas aulas de contemporeaneidades: Se não irradiado, uma
árvore cairia na floresta?"
Tente imaginar sua vida sem o chuveiro elétrico, sem o e-mail ou sem as regalias da vida pós moderna!
Mas não é da individualização causada por esses avanços que me aflige. Fones de ouvido, sites de relacionamento, videos games portáteis ou não, salas de bate papo, que cada vez mais nos empurram o homem para o EU. O EU em primeiro plano, o EU como foco, centro, o único em um universo de milhares.
É justamente esse Eu e suas implicações narcisistas que acredito que esteja provocando o extermínio que citei acima, e que revelo na próxima linha.

O extermínio da Educação

E não digo educação no sentido macro da palavra que poderia envolver, formação, escola, cidadania, conhecimento... (não que tudo não esteja relacionado)

Digo o extermínio da boa educação, da cortesia, do sorriso, do abraço amistoso, do bate papo descompromissado que não pede nada em troca. Cito aquela boa educação presente no por favor, no posso ajudar, com licença, naquele bom dia simpático e acompanhado de um belo sorriso, do elogio, no falar baixo, calmo, pausado que abre espaço para a interação, retórica e enriquecimento do saber cotidiano, do causo contado para o ilustre desconhecido, no ceder a vez quando for necessario, no pedir e aceitar de desculpas ou até mesmo no ola gratuito dito ao estranho na rua.

Capitalismo? Tempos modernos? Não compreendo o que essas coisas (que já me foram dadas de desculpas) impediram o agir da boa educação.
Prolongaria os exemplos de mal ou boa educação por linhas a fio, mas deixo apenas a pergunta:

Onde está a boa educação?
Será mesmo algo em extinção?

Me confesso cansado, mas minha luta diaria para que ela não morra continua, embora esteja cada vez mais difícil peço a sua ajuda e o convido a tornar-se um agente multiplicador da boa educação no seu ambiente.



Obrigado,
Rogério Ferreira

29 maio, 2008

Palavra do dia

Eu e o Medo
Foto: Rodolfo Fubá - 2008










Palavra o dia: Misto


do Lat. mixtu, misturado

adj.,
mesclado;
combinado;
composto;
confuso;
formado por pessoas do
sexo masculino e feminino;
misturado;
relativo ao número composto por
parte inteira e parte decimal ou fraccionária.
do Caló mistó, bom

adj., gír.,

bom, perfeito;

s. m.,
composição;
mistura;
refeição de pão e vinho,
que os frades de S. Bento e de S. Bernardo tomavam, antes de ir para
o coro.
Dicionário On Line


entre alegria e medo
como indicaria Miss V: "quero ouvir palavras de um futuro bom"
Jota Quest

27 maio, 2008

Palavra de ordem!

Palavra de ordem no momento:


Confiança:
con.fi.an.ça sf (de confiar)

1 Ação de confiar.
2 Segurança íntima com que se procede.
3 Crédito, fé.
4 Boa fama.
5 Segurança e bom conceito.
6 Esperança firme.
7 Familiaridade.
8 pop Atrevimento, insolência, malcriação.
9 Ato libidinoso; licença.

sm Reg (Rio Grande do Sul) Empregado (ou animal) de confiança, com que se pode contar em qualquer situação. Antôn (acepções 1, 2, 3 e 6): desconfiança. Com confiança: cheio de confiança. Dar confiança (a alguém): permitir ser tratado com familiaridade ou com menos respeito que o devido. De confiança: em quem se pode confiar. Tomar confiança: tornar-se confiado; perder o respeito.


Ou melhor a palavra correta seria:


autoconfiança
au.to.con.fi.an.ça

sf (auto4+confiança) Confiança em si mesmo.
(preciso)


Fonte: Dicionario on line Michaelis

Pico do Urubu - Mogi das Cruzes SP.

Eu e o céu
Foto: Rodolfo Fubá - 2008

22 maio, 2008

O que é pior....

Para ler ouvindo: Five silent miles - American Football



O que é pior...


Me sinto traído,
o que é pior
traído por mim mesmo
não me pergunte;

como?
onde?
por que?

Só me sinto traído
Fui contra,
contra a minha sempre presente razão

Me pergunto:
- Por que me traí?

Razão essa,
que agora me ecoa
nos momentos indistintos
noturnos, matutinos, abraçados;
razão que
tenta me convencer
a voltar aos trilhos
das palavras bonitas, ditas aos amigos
que pra mim, agora,
parecem ditas da boca pra fora.

Como ser contraditório
ir contra.

ouço
busco

nos populares
Faça
o que
digo

mas...

continuo traíndo-me
por que trair-me?


25 abril, 2008

Stranger than fiction

Mais estranho que a Ficção
para ler ouvindo: Whole Wide World


" ... e, então, Harold a viu.

Uma Fender verde-água surrada e ferrada;

a encarou.

A despeito das feridas ela falava com convicção e garbo.
Ela olhou Harold no fundo dos olhos e disse diretamente:

" - Eu dou show!"

A cada dedilhada desajeitada Harold Crick se sentia uma pessoa mais forte naquilo que queria e na razão de estar vivo. Harold não comia mais sozinho. Ele não contava mais as escovadas. Ele aboliu a gravata e, por isso, não se preocupa mais com o tempo para colocá-las.

Deixou de contar os passos até o ponto de ônibus, ao invès disso, Harold fez algo que o aterrorizava até então. Algo impensável de segunda a sexta durante tantos anos. Aquilo que todas as letras de inúmeras canções de punk rock lhe diziam para fazer:

Harold Crick viveu a sua vida.

Mas mesmo ressucitando a sua vida sua esperança e desenvolvendo calos enormes a jornada de Harold permanecia incompleta.

E seu relógio não o deixaria perder outra oportunidade."...



“Assim que Harold deu uma mordida num biscoito de açúcar da Bavária finalmente sentiu como se tudo fosse ficar bem.

Algumas vezes, quando nos perdemos no medo e desespero, na rotina e constância, na falta de esperança e drama, podemos agradecer a Deus por biscoitos de açúcar da Bavária e felizmente, quando não existem biscoitos ainda podemos encontrar segurança em um toque familiar na nossa pele, ou em um gesto gentil e amoroso, um sutil encorajamento, um abraço amoroso, uma oferta de conforto.

Sem falar das macas de hospital,
e protetor de narinas,
e um bolo dinamarquês incomível,
e segredos sussurrados,
e 'Fender Stratocasters',
e talvez, um ocasional pedaço de ficção.

Precisamos lembrar que todas essas coisas, as nuances, as anomalias, as sutilezas as quais presumimos que apenas são acessórios dos nossos dias, estão, de fato, aqui por uma causa muito maior e mais nobre:

Estão aqui pra salvar nossas vidas.
Sei que a idéia parece estranha.
Mas também sei que isso só acontece por ser verdade.”

--------------------
(Assisti incontaveis vezes e mesmo sabendo o final, ter decorado algumas falas, ter me imaginado o Rogério Crick, o nó na garganta sempre vem, os olhos marejam e a torcida pra que a vida tambem tenha momentos significativos aumenta!)

To de vorta!

"A vida de Harold tinha momentos significativos e banais, mas, para ele, todos eram absolutamente indistintos exceto este".

28 março, 2008

Ya lo Sabemos

Ya lo sabemos
Arbol.

Ya lo sabemos
Todos tenemos un poco de miedo
Cuesta levantarse a veces
Y saber que anda fue en vano
El silencio es cómplice
Y la angustia, el dolor.
De los días vuelven cosas
Y las cosas cambian fácil
Una vez no ves y otra vez
Crees que todo es al revés.
Ya lo sabemos
Todos tenemos un poco de miedo
A veces hay q mentir
A veces hay que decir la verdad
Y otras veces hay que callar, y seguir
Como muelas que se rompen
Como dientes que se asfixian
Y seguir, y seguir, y seguir....
A veces hay que matar
A veces hay que saber perdonar
Y otras veces hay que olvidar, y reír...
Como el miedo de la noche
Como el miedo en la mañana
Y seguir, y seguir, y seguir....
Ya lo sabemos
Todos tenemos un poco de miedo
Como muelas que se rompen
Como dientes que se asfixian
Y seguir, y seguir, y seguir....
Ya lo sabemos
Todos tenemos un poco de miedo.



ou

Dojo Kun

DOJO KUN

JINKAKU KANSEI NI TSUTOMURU KOTO
(esforçar-se para formação do caráter)
MAKOTO NO MICHI O MAMORU KOTO
(Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão)
DORYOKU NO SEISHIN O YASHIMANU KOTO
(Criar o intuito de esforço)
REIGI O OMONZURU KOTO
(Respeito acima de tudo)
KEKKI NO YU O IMASHIMURU KOTO
(Conter o espiríto de agressão)


Família Fuzo Kan
Karatê Shoto kan




Estava entediado em casa e olhando pra barriga que não parava de crescer, tinha terminado uma quase relação ou melhor a terminaram sem me comunicar, malhar nunca foi minha vontade, mas para passar o tempo, como guindaste esticava trícepis, bicepis, panturrilhas puxando peso pra cima em busca do tão falado corpo sarado. Sem muito animo e meio por acaso assisti uma aula.

Nisso já foram 5 meses, muitas dores no corpo, pés cortados, hematomas, amigos novos, algumas competições, novos ensinamentos, controle, tranquilidade, equilibrio foram se somando treino após treino. Hoje virou Karaterapia, passam os dias, o desanimo some a cada "Kiai" a vontade de aperfeiçoar os movimentos em manter o foco em um objetivo que parece longe, mais que isso virou mania as vezes fico na rua cantando mentalmente a trilha do Karate Kid lembrando da infância querendo ser maneiro e ter um amigo que nem o Sr Miagui, tentando Oi-zukis, Age-ukis, Mae-geri e tomando bronca dos amigos, para com isso Rogério, ta pulando que nem loco, volta pro chão.


Sei-la, nos dias tristes, treino, dos dias alegres treino com mais empenho, nos dias entediantes vou assistir os treinos dos outros, conversando com os amigos falo dos treinos de repente tomou conta da minha vida e só agora escrevendo e minutos atras conversando com minha parcerinha e treino vi o quanto está me fazendo bem... Continuarei por ai, dando pulos, chutes, socos, fazendo defesas imaginarias, mas o mais importante é somar a tudo que aprendi nesses 20 e poucos anos os 5 principais ensimanentos:
Esforçar se para a formação do carater
Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão
Criar o intuito de esforço
Respeito acima de tudo
Conter o espiríto de agressão


Oss...

07 março, 2008

Hoje eu acordei

HOJE EU ACORDEI.
(mais uma tentativa de música)


Hoje eu acordei
Com vontade de você.
Hoje já não sei como pude viver.
Todos os dias sem o seu sorriso
Sem sentir seu beijo louco
Sem sentir seus suspiros
de madrugada em meus ouvidos

Hoje eu acordei
Me perguntando por que
Não há tenho em meus braços
Completando meus espaços
Enlouquecendo meu juízo

Hoje eu acordei
Destruído pela distancia
Te comendo nas lembranças
Te querendo aqui comigo

Hoje eu acordei
e lembrei que fui tudo sonho
que não te conheço
não tenho
e com a certeza que vou te encontrar
denovo essa noite

Hoje eu acordei
querendo denovo
me apaixonar por você.


26 fevereiro, 2008

No quarto

Para ler tentando ouvir;
- O Sasahara me desafiou à ser seu parceiro musical. Seria simples, eu teria apenas que compor enquanto ele faria o resto. Seria! Digo com toda força, seria, apesar de motivado o bicho difícil e enquanto não surge uma composição de verdade, vou postando algumas tentativas -



No quarto

Mentiras sinceras são ditas no silêncio da noite
e nem mesmo as canções mais tristes
poderiam me desmentir

Ele pensa que o refugio esta
no quarto escuro
e nas lembranças esquecidas

As cores fortes
brigam com a as derrotas
do dia a dia

Desistir nem pensar
mas por que lutar
se o que importa mesmo
e se deixar levar

Pelo vento
pelas mãos
por situações que nem mesmo ele entende

Ele canta as tristezas de um coração solitário
que nunca soube se apaixonar
e que já nao quer mais lutar





Mais fotos em:http://www.flickr.com/photos/21359360@N02/

11 fevereiro, 2008

Eu sou?

Para ler ouvindo:
Where you've been hiding - Architecture in Helsinki

Eu sou:

Tímido o suficiente pra agir sem pensar; falar a primeira coisa que vem na cabeça; pra dançar de olho fechado pra me imaginar sozinho na festa; pra cantar desafinado mais alto que a música quando to tomando banho, pra ser um bom ouvinte e o pior dos conselheiros;

Sou suficientemente tímido pra decorar o discurso na frente do espelho e esquecer que não tinha talvez na simulação; pra evitar conversas em filas de banco, ponto de ônibus, caixas de supermercado; pra beijar a garota sem falar nada e ficar esperando o tabefe na cara.

Acanhado o bastante pra ser descrito numa música; pra acordar Johnny Bravo e ir dormir Charlie Brown e se inspirar em Seth Cohem e ser tão sincero quanto Shyoran Lee;

pra me apaixonar por qualquer pequena que sorri por mim; por qualquer menina que me ofereça colo e que goste de cafuné, pipoca e filme velho.

Encabulado e encabulado pra estar no meio de um monte de gente pra não se sentir sozinho; pra rir de si mesmo e usar o humor como defesa; Pra não conseguir dizer não a quase nada e sonhar o tempo acordado.

Tímido o suficiente pra não demonstrar isso pra ninguém e me arrepender de ter escrito tudo isso.


(porque a necessidade de se escrever as vezes fala mais auto)

03 fevereiro, 2008

Porque escrevo

Para ler ouvindo: For sure - American Football

Porque escrevo


Um dia me perguntaram por que escrevo.

Escrevo porque não tenho coragem de dizer e talvez acredite que as poucas linhas possam ecoar e pode até ser que pra alguém elas façam algum sentido.

Escrevo algumas sentimentalidades e permito a fuga de sentimentos reprimidos. Aqui as palavras ganham novas proporções, a melancolia parece menos triste e até mesmo as luzes são mais brancas, ora, mais fortes que o quarto escuro.

Sou especialista em me escrever e principalmente em me calar. Por que? Porque o papel aceita e não contra argumenta, não é ácido, fulgaz. Porque sou meu melhor personagem, o incrível menos interessante. As palavras ditas ganham proporções em entrelinhas não pensadas e evidenciam vulnerabilidades, o timbre enuncia a mentira, a respiração apresenta a ansiedade, a melodia expõe os sentimentos e o som canta ao nosso ouvido mentiras verdadeiras interpretadas pelo pobre saltimbanco trapalhão.

Uma vez falei e não escrevi, nesse dia descobri que todo carnaval tem seu fim.















(O já famoso caderno azul, texto escrito em uma dessas madrugadas de 2007)

28 janeiro, 2008

Meme - Big Bang World Record

Meme - Big Bang World Record


A convite da Du imediata do Norte estou participando de mais um meme. Obrigado Du pelo convite; pero, para os que não conhecem Memes e suas definições.

Segundo Richard Dawkins em o Gene Egoista meme é: "


"considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que respeita à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se. Os memes podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma"
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme em 28/01/08)


Ou seja, toda e qualquer informação (iconica, verbal e escrita) que se multiplica e propraga em locais que possa ser armazenada, como "blogs" afim que possa ser transmitida ao maior numero de interlocutores.

O meme ao qual fui convidado, foi criado para promover o blog do Du, conhecer outros blogs interessantes e aumentar os pontos no Technorati (authorities) dos blogs lá inscritos.

A brincadeira funciona assim:
Copie desde *Start Copy Here* até *End Copy Here*, na lista que se segue, adicione o seu site e depois faça um post. Depois mande o nome do seu blog e a url postando um comentário aqui, que o autor do meme irá te adicionar na lista mestre, e se quiser o código da caixa, dê também seu e-mail, que ele irá te enviar. Depois copie a lista mestre de volta em seu blog. Muitos irão se beneficiar com essa troca de links.

Vamos ao meme!

*Start copy here*

*End Copy Here*

Repasso o meme para a

Suzz do Desanuviar


Gastei todo meu inglês visitando alguns desses blogs e me parece que o do criador do meme é ambicioso chegar a uma lista com 1000 links. Até a minha visita no blog a lista já continha 162 blogs.

24 janeiro, 2008

São Paulo que te amo!

Parabens São Paulo - 454 anos

NON DVCOR DVCO
"Não sou conduzido, conduzo"

São Paulo em fotos por Rogério Ferreira

São São Paulo
- Uma calçada qualquer de sampa
- 2008




Estórias
- Linha E - Guaianases/ Estudantes
-2007




Fantasia
-Ladeira Porto Geral
- 2007



Engraxando
- Largo do Café
- 2007



Catedral da Fé
- Catedral da Sé
- 2007


Trilhos de sonhos
- Ferraz de Vasnconcelos - SP
- 2007


Nem tão rocker
- Galeria do Rock - SP
- 2007


Luz
- Estação da Luz
- 2007



Peito Aberto
- Vale do Anhagabau
- 2007


Para le le le le le
- Tatuapé
- 2008



Profissão Prazer
- Orelhão publico - SP
- 2008


Ciclope
- Praça Silvio Romero - SP
-2008





Um barulhinho bom
- Sitio Migala - Arujá - SP
-2008








18 janeiro, 2008

Devaneios noturnos.

Devaneios Noturnos.

Não, hoje não vou beber. Sai de casa “apenas” pra me misturar à vida, sentir os pulmões aspirarem poluição, confundir-me com o cenário e quiçá fazer parte de uma nova história.


Sei que faz tempo que não me sento nesse balcão pra prosear com vocês. A cabeceira já não é mais ocupado por um grande amigo que sempre propunha esses encontros, mas meu norte seguiu tranqüilo até aqui. Ah que inveja desse amigo, num desses momentos ele viu despontar um novo rumo e hoje não falta mais o sorriso em seu rosto.


Pensando bem, uma dose por favor.
Do que?
Do que quiser.


Continuarei aqui falando ao copo meu companheiro e você não precisa me dar atenção, continue servindo os outros boêmios tão alegres quanto eu e que com certeza vieram aqui por outros motivos que não disparar palavras ao vento. Pode até ser que um deles sentem-se aqui do meu lado e por alguns instantes queiram conversar até que o papo canse ou algum par de seios roube-lhe a atenção e mais uma vez me verei aqui, com meu monólogo.


Triste eu?
Não dessa vez!
Não, não é tristeza.
Claro que não!


Medo talvez seja a palavra correta. Incertezas aportam com a velocidade tamanha que o zumbido faz ecoar os pensamentos inebriando ainda mais meu estado de confusão que já acho tende a ser eterno.


Vim buscar respostas.
Um brinde!
Um brinde a vida.
Um brinde aos rostos, as expressões, as demonstrações.
Um brinde a “Inspiração”


Sim devaneios noturnos me inspiram. O néon azul de sorrisos viaja meus pensamentos e contrasta com os corpos descompassados que bailam a cada gole. A “jukebox” de bate papos nunca toca som repetidos e fazem dessas vindas ao bar um convite profundo a introspecção. Creio que sou o único que vem ao bar beber vida. Mergulho de cabeça nos perfis espalhados, descarto os sinceros, deixo-me ser seduzido pelos vulgares e torço pra que meu ostracismo gerem negras pérolas pra mais uma segunda feira nascente ao leste.


Futuro já não me assusta mais.
Mas de ti presente que tenho medo.


Sei o que o futuro me reserva conheço cada detalhe dos planos que eu tracei e como vou alcança-los. Sim é de você presente que tenho medo! Você o Senhor do Tempo que cruza os caminhos tão insólitos e faz me arrepiar as angústias, ¿quando é você presente?


Hoje?
Agora?
Esse instante?


O quer comigo?
O que aconteceria se continuasse aqui para e não mais nada falar...


























Suas engrenagens dentiçadas continuariam a mover, se mover, mover-me. Suas linhas fantoshicas manipuladoras me levariam para um outro devaneio e aos meus amigos populares conseguiriam entender a batalha que travaria com seu companheiro ardiloso chamado destino se eu não quisesse mais agir. Os fatos agiriam por mim?¿ Ficaria aqui sentando com o copo na mão enferrujando no tempo.


Tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po, tem po.


Outra dose.
Mais uma dose.
Dose dupla.


Já estou embriagado em meu próprio monólogo.
E você presente ainda não me respondeu.
Resta-me apenas levantar e esquecer que estive aqui essa madrugada e continuar traçando meu futuro.


Obrigado.
Um brinde.
Um brinde a ti.

pois é...

Tem dias que algumas músicas não deveriam ser tocadas...


Sem Tempo A Perder
Luciana Mello

Composição:

Hoje o pôr-do-sol me fez lembrar vocâ
O céu vermelho no horizonte
Meu pensamento voa longe
O menino mais bonito que me apareceu
Você me olha desse jeito
E eu me sinto tão sem jeito

Vem brincar de amor comigo
Vem correndo dar um beijo
Teu desejo é meu desejo

Então, fugir pra quê?
Do amor ninguém se esconde
Esqueça o medo e vem comigo

Viva esse amor de uma vez
Procure entender
Não sei disfarçar a saudade
Não temos tempo a perder
Nem muito a dizer
O amor é mais forte

De repente uma saudade enorme...

07 janeiro, 2008

Bem vindo

Holla!
Que bom que você chegou. Você pode até pensar que é exagero meu, mas estava ansioso com a sua chegada, acho que te esperando desde setembro. Desculpa esse meu jeito mas já fiz alguns planos pra gente só espero que eles sejam concretizados, mas também, não tenho muita pressa afinal o tempo está a nosso favor.

Sabe né!
É sempre bom ter esse ar de recomeço, de novas possibilidades, novos desafios, agente para e pensa nas coisas que ficaram pra trás, em tudo que deu errado, nas falhas, se lembra com orgulho de tudo que deu certo, nas dores de barriga de tanto rir, nos abraços amigos, nas realizações, mas chega de saudosismo.

Tem pouquinho tempo que nos conhecemos, mas já temos algumas histórias pra contar juntos. Nem acredito. To na torcida pra que seja sempre assim. Por que to te falando isso? Ah sei lá! Deu vontade de falar, sendo sincero contigo, só queria te fazer uma recepção incrível, fui até meio supersticioso fiz algumas simpatias que o pessoal indicou só pra que não desse nada de errado entre agente. Vou te confessar mais uma coisa (mas não espalha) já estou ligeiramente apaixonado por você.

Mas vamos do começo! Vamos fazer tudo certinho!

Muito bem vindo!
Não repara na bagunça, ainda estou me organizando e me acostumando com a sua presença, o outro já tinha esquema certo pra funcionar, mas como dizem: VIDA NOVA.
Bom, sinta-se a vontade pode entrar e faça as mudanças que quiser sem pedir licença. Tira o sapato, afrouxa a camisa, o controle da TV está ali, o aparelho de som fica na sala, a geladeira ta meio caída, mas agente improvisa alguma coisa. Pretendo mais uma vez ser passageiro dos seus acontecimentos e cantar junto com o coro: “Deixa a vida me levar, VIDA LEVA EU”.

Só tenho uma dúvida: posso te chamar de 2008 mesmo?
Então Sr. 2008, mais uma vez muito BEM VINDO!

03 janeiro, 2008

Soprando velas!

À Palo Seco
Belchior

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo, eu me desesperava

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português

Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força desse destino
O tango argentino me vai bem melhor que o blues

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Eu quero que esse canto torto
Feito faca corte a carne de vocês